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Prefeitura apresenta estudos do Plano de Mobilidade de Ipatinga
Documento técnico orienta propostas para qualificar o transporte, ampliar a acessibilidade, fortalecer a segurança viária e preparar a cidade para os desafios das próximas décadas.
CIDADE
6/4/20263 min read


A Prefeitura de Ipatinga apresentou nesta terça-feira (3), durante reunião conjunta do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT) e do Conselho da Cidade, os resultados dos estudos técnicos que embasam a elaboração do Plano Municipal de Mobilidade Urbana (PlanMob). Desenvolvido pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), o trabalho reúne diagnósticos, diretrizes e propostas para orientar o planejamento da mobilidade urbana do município até 2035.
O encontro, realizado no Auditório do Hospital Municipal Eliane Martins, reuniu representantes do poder público, conselheiros, membros da sociedade civil, integrantes do grupo de acompanhamento do plano e representantes do Poder Legislativo, em mais uma etapa do processo participativo que marcou a construção do estudo.
Resultado de levantamentos de campo, modelagens de tráfego, análises urbanísticas e consultas à população, o PlanMob busca identificar os principais desafios da mobilidade em Ipatinga e apontar caminhos para um crescimento urbano mais sustentável nas próximas décadas.
O diagnóstico apresentado aponta gargalos históricos que impactam diretamente a qualidade de vida da população, como a elevada dependência do transporte individual, congestionamentos em corredores estratégicos, conflitos entre tráfego urbano e logística pesada, além de deficiências de acessibilidade em calçadas e espaços públicos.
Segundo os estudos, atualmente os automóveis ocupam grande parte do espaço viário, embora transportem uma parcela menor da população, enquanto o transporte coletivo e os modos ativos, como caminhada e bicicleta, ainda enfrentam limitações estruturais. Caso nenhuma intervenção seja realizada, a projeção é de agravamento dos congestionamentos e aumento dos tempos de deslocamento nos próximos anos.
Para enfrentar esse cenário, os estudos propõem uma visão estratégica para 2035 baseada em quatro pilares: acessibilidade universal, fortalecimento do transporte coletivo, incentivo aos modos ativos de deslocamento e sustentabilidade ambiental.
Entre as ações estruturantes sugeridas estão a implantação de novos terminais de integração do transporte público, a reestruturação da rede de ônibus, a ampliação da fiscalização eletrônica, a revitalização da sinalização horizontal e vertical, a qualificação das calçadas, a expansão da infraestrutura cicloviária e melhorias na gestão da circulação de veículos.
O trabalho também incorpora o conceito internacional de “Visão Zero”, política voltada à redução dos acidentes de trânsito por meio da requalificação de cruzamentos, implantação de dispositivos de segurança viária e adequação dos espaços urbanos para pedestres, ciclistas e pessoas com deficiência.
Outro eixo estratégico é a modernização da gestão da mobilidade urbana. A proposta prevê a integração das políticas de transporte e trânsito em uma estrutura administrativa mais eficiente, fortalecendo o planejamento, a fiscalização e a execução das ações previstas.
O secretário municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Reginaldo Donizete Soares, destacou a importância da conclusão desta etapa técnica para o planejamento da cidade.
“Estamos apresentando à sociedade os resultados dos estudos desenvolvidos para a construção do Plano Municipal de Mobilidade Urbana. Trata-se de um trabalho técnico, elaborado com base em diagnósticos detalhados e participação social, que servirá de referência para as próximas etapas do processo e para o planejamento da mobilidade em Ipatinga”, afirmou.
Além de subsidiar o planejamento de curto, médio e longo prazos, o trabalho atende às exigências da Política Nacional de Mobilidade Urbana e fortalece as condições do município para buscar recursos destinados a obras e projetos estruturantes.
A minuta do projeto de lei que instituirá o Plano Municipal de Mobilidade Urbana encontra-se em fase final de ajustes técnicos e jurídicos. Após a conclusão dessa etapa, o documento será disponibilizado para consulta e, posteriormente, encaminhado para apreciação da Câmara Municipal, responsável pela análise e eventual aprovação da proposta.
Entre os indicadores previstos para monitoramento estão a velocidade operacional do transporte coletivo, os índices de segurança viária e a participação dos deslocamentos realizados por meios ativos, como caminhada e bicicleta.
A expectativa da administração municipal é consolidar um instrumento de planejamento capaz de orientar futuras políticas públicas voltadas à mobilidade, à inclusão social e à melhoria da qualidade de vida da população.
