JESUS CRISTO É O SENHOR

À Hora Nona: O Sacrifício Perfeito que Rasgou o Véu e Abriu o Caminho para Deus

Por cerca de 1.200 a 1.300 anos, cordeiros eram sacrificados continuamente, quando Jesus morre na cruz às 15h, Ele cumpre perfeitamente esse padrão, revelando-se como o verdadeiro e definitivo Cordeiro de Deus.

A morte de Jesus por volta das 15 horas, a “hora nona”, não foi por acaso, mas carrega um profundo significado espiritual dentro do plano de Deus. Desde a época de Moisés, quando foi instituída a primeira Páscoa no Egito, Deus estabeleceu também o sistema de sacrifícios, incluindo o sacrifício da tarde realizado exatamente nesse horário. Esses rituais faziam parte da aliança antiga e apontavam para algo maior que ainda haveria de se cumprir.

Por cerca de 1.200 a 1.300 anos, cordeiros eram sacrificados continuamente, especialmente durante a Páscoa, simbolizando a expiação dos pecados do povo. No entanto, esses sacrifícios eram temporários e precisavam ser repetidos constantemente, pois não eram capazes de remover o pecado de forma definitiva — apenas o cobriam simbolicamente.

Naquele mesmo dia, durante a Páscoa, no templo em Jerusalém, cordeiros também estavam sendo sacrificados exatamente naquele horário. Enquanto os sacerdotes ofereciam os sacrifícios conforme a tradição, do lado de fora da cidade, Jesus era entregue na cruz, cumprindo de forma perfeita aquilo que todos aqueles rituais apenas anunciavam.

Quando Jesus morre na cruz às 15h, Ele cumpre perfeitamente esse padrão, revelando-se como o verdadeiro e definitivo Cordeiro de Deus. Diferente dos sacrifícios anteriores, o dEle foi único, suficiente e eterno, capaz de trazer perdão completo e reconciliação com Deus.

Assim, sua morte não apenas aconteceu no tempo certo, mas no horário exato que, por séculos, apontava para esse momento. Nesse instante, segundo as Escrituras, o véu do templo se rasgou de alto a baixo, simbolizando que a separação entre Deus e o homem foi removida.

A partir daí, não é mais necessário qualquer sacrifício humano ou ritual para se aproximar de Deus, pois o sacrifício perfeito já foi realizado. Agora, o caminho é pela fé: crer que Jesus Cristo é o Senhor e Salvador. Por meio dEle, todo aquele que crê passa a ter acesso direto a Deus, de forma plena, livre e eterna, vivendo não mais de rituais, mas de um relacionamento verdadeiro com o Pai.

Geraldo Estevão